A carreira solo é a nova moda do Forró?

Será que a carreira solo é a nova moda do Forró? A resposta é sim. Claro, muitas bandas continuam aí, algumas fazendo um sucesso enorme, como o caso da Aviões do Forró, mas nos últimos anos cresceu bastante o número de vocalistas que decidiram iniciar uma carreira solo, muitos acabaram ofuscados, outros deram certo e o sucesso veio rapidamente, alguns até mais do que quando estavam comandando alguma banda.



Não seria errado dizer que tudo isso teve início com Wesley Safadão, o cantor que desde o início da sua carreira esteve na Garota Safada foi e é um dos principais exemplos disso, mas diferente de alguns outros casos, as mudanças aconteceram aos poucos. Quem não lembra? Antes da Garota Safada sumir de vez dos materiais promocionais e em redes sociais, ela foi “Wesley Safadão e Garota Safada”, hoje o nome da banda se restringe a eventos como “Garota White” e “Garota Vip”. Ele pode ser considerado um dos melhores exemplos de como fazer esta mudança. 

Mas isso é ruim? Não necessariamente, no caso do forrozeiro, isso foi muito bom para sua carreira. Ele chegou a um ponto onde o seu nome acabou ficando muito mais forte que o da própria banda, até porque vivemos uma nova fase, de ídolos e de um público jovem que gosta de dar um rosto ou um nome para estes ídolos.



Quando comecei a ouvir Forró Estilizado, a primeira banda que me cativou foi a Saia Rodada, que hoje continua como banda, mesmo que por vezes Raí, seu principal vocalista desde o início, tenha ficado sozinho no time de cantores. Aquela foi a geração que se encantava com as bandas, com o conjunto por completo, a geração onde sabíamos cada parte de uma banda de Forró. Muita gente já ouviu um “Riquelme na batera”, “Pé de Ferro”, “Rod Bala na batera” e por aí vai. Claro que isso não mudou, mas agora o interesse é bem maior na figura do cantor, principalmente do novo público que vai surgindo. 

Claro que isso não é algo que acontece apenas no Forró e sim na música em geral. Temos muito mais cantores e cantoras fazendo sucesso atualmente do que bandas e muitas destas bandas já tem uma longa estrada de sucesso. 

Mas voltando apenas para o Forró, se olharmos alguns dos maiores artistas de sucesso no Forró Eletrônico atualmente, a maioria deles está em carreira solo, como Márcia Fellipe, Jonas Esticado, Samyra Show, Pedrinho Pegação, Gabriel Diniz e vários outros. O que só mostra que a tendência vem crescendo cada vez mais. No caso de Jonas Esticado, por exemplo, pouca gente se lembra de seus tempos de cantar em banda, no Forró Esticado, mesmo sendo algo recente. Assim como são poucos os que lembram de GD no Forró na Farra ou Capim com Mel. Já Nomes como Márcia Fellipe e Samyra Show tiveram uma história inteira em bandas e hoje se reinventaram em carreira solo.



Um dos casos mais recentes de entrada na carreira solo é do cantor Peruano Cavaleiros, que teve uma tarefa difícil e enfrentou muitas críticas ao chegar na Cavaleiros do Forró, já que a banda precisou mudar muito seu estilo e se adaptar aos tempos atuais. ele acabou ultrapassando isso e conquistando um novo público que o seguiu e agora, após ter consolidado este público, entrará em carreira solo.

É uma tendência que algumas das bandas com mais história tendem a seguir, ou até mesmo apenas seus vocalistas, como no caso de Batista Lima, que deixou a Limão com Mel após uma linda história no grupo de Salgueiro. 

Tendência também do próprio ritmo em mudar, como já explicamos em uma matéria feita há algum tempo. Novos públicos surgem, novos gostos e formas de fazer música também aparecem, dando lugar e espaço para todos. 

De uma forma ou de outra, geralmente, musicalmente falando, o estilo sempre continua o mesmo, mudando apenas a forma de trabalhar e gerenciar a carreira. E para muitos artistas, este sucesso só chega quando se inicia a carreira solo, já que o foco no trabalho da imagem é muito maior, além de voltar a questão dos ídolos, como falamos mais acima. Em bandas ou em carreiras solo, o importante é que o Forró continue sempre em evidência, como tem sido nos últimos anos. 

E você, o que acha?



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